Nos dias 19 e 21 de maio, médicos, enfermeiros, técnicos e coordenadores da
rede municipal participaram de uma capacitação sobre fluxo e atendimento em
casos de leishmaniose, realizada no auditório do CEFET Timóteo.

Somente nos 5 primeiros meses deste ano, o Brasil registrou cerca de 12,8 mil
casos de leishmaniose tegumentar e 1,9 mil da forma visceral, segundo painéis
do Ministério da Saúde. Minas Gerais aparece entre os estados com maior
incidência, com média anual de mais de 1,400 notificações de leishmaniose
visceral na última década. Nos animais, especialmente cães, a leishmaniose
visceral canina segue como desafio, já que os cães são os principais
reservatórios urbanos da doença.
A médica dermatologista Franceline Quintão Azevedo Pena, que atua na rede
municipal desde 2008, explicou a importância do diagnóstico rápido. “O objetivo
do treinamento é facilitar o diagnóstico mais precoce, orientando sobre o fluxo.
Isso agiliza o início do tratamento, reduz o sofrimento do paciente e fortalece a
prevenção, já que todos podem ajudar no combate e controle da doença.”
Segundo ela, a leishmaniose tegumentar tem apresentado aumento expressivo
na região do Vale do Aço, impulsionado por fatores como expansão urbana,
desmatamento e adaptação do mosquito-palha em áreas periurbanas. A
prevenção envolve manter quintais limpos, sem folhas acumuladas ou matéria
orgânica, além do uso de repelentes, telas e roupas protetoras.
A Secretaria de Saúde e Qualidade de Vida de Timóteo promove constantes
capacitações para médicos e demais profissionais da rede. Essas ações
garantem que o corpo técnico esteja sempre atualizado sobre protocolos de
diagnóstico, tratamento e prevenção. Com isso, os usuários contam com
profissionais atentos às novas abordagens e preparados para oferecer
atendimento ágil e seguro.


