Unidades são referência regional no cuidado de recém-nascidos e crianças em estado crítico e
registram taxas de sobrevida superiores à média nacional entre pacientes do SUS
Por trás de cada internação em uma Unidade de Tratamento Intensivo neonatal ou pediátrica
existe uma história de superação, esperança e cuidado. Na Fundação São Francisco Xavier
(FSFX), instituição filantrópica comprometida com a assistência à saúde, por meio do Hospital
Márcio Cunha (HMC), esse cuidado une tecnologia, conhecimento técnico e acolhimento às
famílias. No primeiro semestre de 2026, as UTIs Neonatal e Pediátrica realizaram 496
internações, das quais 302 foram de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS),
consolidando o hospital como referência regional no atendimento de recém-nascidos e crianças
em condições críticas.
Das internações realizadas pelo SUS, 244 pacientes receberam cuidados na UTI Neonatal e 58
na UTI Pediátrica. Na unidade neonatal, foram assistidos prematuros extremos, recém-nascidos
de muito baixo peso, pacientes com insuficiência respiratória neonatal e malformações
congênitas, entre outras condições que demandam acompanhamento intensivo. Já a UTI
Pediátrica recebeu crianças com quadros graves relacionados a doenças respiratórias,
infecciosas, neurológicas, cardiovasculares, oncológicas, metabólicas e casos de trauma.
Além do expressivo volume de atendimentos, os indicadores assistenciais demonstram resultados
positivos. Entre janeiro e junho, a taxa de sobrevida dos pacientes atendidos pelo SUS superou a
média nacional. Todos os resultados são acompanhados continuamente pelas equipes por meio
de indicadores que permitem avaliar a qualidade, a segurança assistencial e identificar
oportunidades de aprimoramento dos processos de cuidado.
Cuidado que envolve toda a família
Além da tecnologia e dos indicadores clínicos, as UTIs Neonatal e Pediátrica do HMC
desenvolvem uma assistência humanizada, baseada na participação da família e no
fortalecimento dos vínculos afetivos durante a internação.
Entre as estratégias adotadas estão a adoção do Método Canguru, a participação ativa dos
familiares nos cuidados diários, o estímulo ao vínculo entre pais e filhos, suporte emocional e a
realização de ações voltadas para a humanização do ambiente hospitalar. A rotina das unidades
também inclui rounds multiprofissionais diários, reunindo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas,
nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos e outros profissionais para discutirem a evolução clínica
dos pacientes, estabelecerem metas terapêuticas e planejarem uma transição segura para as
próximas etapas do tratamento.
Para Gabriela Andrade, mãe do pequeno Henrique que está internado na UTI Neonatal do HMC
após nascer prematuro em uma gestação de alto risco, o acolhimento recebido pela família tem
sido fundamental durante o período de internação. Segundo ela, além da evolução clínica do filho,
marcada pelo ganho de peso e pela melhora respiratória, a agilidade da equipe e a atenção
individualizada foram diferenciais no cuidado prestado. “O que mais nos chama a atenção é a
rapidez com que os profissionais percebem qualquer mudança no quadro do Henrique e iniciam
as condutas necessárias. Ao mesmo tempo, sempre respeitam o tempo e as particularidades
dele. Em nenhum momento sentimos que ele é apenas mais um paciente”, relata.
Gabriela também destaca o suporte oferecido pela equipe de enfermagem e pelos profissionais
da sala de amamentação que proporcionam segurança e acolhimento em um momento de grande
fragilidade emocional. “Mesmo sendo muito difícil deixar meu filho no hospital, eu conseguia sair
mais tranquila por saber que ele estava sendo cuidado por profissionais tão dedicados. Recebi
muito apoio durante todo o processo, especialmente nos momentos mais difíceis”, afirma.
Para ela, a combinação entre competência técnica e cuidado humanizado faz toda a diferença na
trajetória da família. “Sou profundamente grata a todos os profissionais que fazem parte da
recuperação do Henrique. Encontrar uma equipe tão humana, competente e comprometida nos
deu forças para continuar acreditando, dia após dia, em sua recuperação.”, conclui.
Estrutura preparada para casos de alta complexidade
O atendimento pelo SUS nas UTIs Neonatal e Pediátrica ultrapassa os limites de Ipatinga. As
unidades são referência para os pacientes dos municípios conforme pactuação para Macroregião
do Vale do Aço. Entre as cidades de origem dos pacientes atendidos estão Ipatinga, Coronel
Fabriciano, Timóteo, Santana do Paraíso, Caratinga, Belo Oriente, Antônio Dias, Jaguaraçu,
Joanésia, Marliéria, Mesquita, Naque e as demais cidades da Macrorregião de Saúde Vale do
Aço, que é composta por um total de 35 municípios.
As UTIs Neonatal e Pediátrica contam com recursos tecnológicos voltados à assistência intensiva
de alta complexidade, incluindo monitorização multiparamétrica contínua integrada ao prontuário
eletrônico, ultrassonografia à beira leito, ventiladores pulmonares de última geração,
rastreabilidade do leite materno, administração minimamente invasiva de surfactante pulmonar e
equipamentos especializados para suporte intensivo.
Na assistência neonatal, são adotadas estratégias específicas para o acompanhamento de
prematuros e recém-nascidos em condições críticas, envolvendo cuidados relacionados à
prematuridade, suporte respiratório, retinopatia da prematuridade, hemorragia intraventricular,
hipoglicemia, hipotermia terapêutica e sepse neonatal. Entre os indicadores de destaque está a
manutenção de índice zero de enterocolite necrosante (doença caracterizada pela inflamação e
morte de tecidos na parede do intestino) nos relatórios avaliados, resultado considerado relevante
para a segurança e a qualidade da assistência neonatal.
Para o coordenador das UTIs Neonatal e Pediátrica do HMC, Márcio Loureiro, a assistência
prestada pelo SUS representa uma importante responsabilidade para o hospital e suas equipes.
“Atender pacientes do SUS em uma unidade de terapia intensiva neonatal e pediátrica significa
estar preparado para receber casos de alta complexidade e oferecer uma assistência segura,
qualificada e humanizada. Temos uma equipe multiprofissional altamente especializada, recursos
tecnológicos e processos assistenciais que nos permitem acompanhar de perto cada paciente.
Mais do que números, cada internação representa uma criança e uma família que precisam do
nosso cuidado e da nossa dedicação. Os resultados alcançados no primeiro semestre
demonstram a qualidade da assistência prestada e reforçam nosso compromisso permanente
com a melhoria contínua do atendimento à população”, destaca.
A busca pela excelência assistencial está associada ao investimento contínuo na qualificação das
equipes, na incorporação de tecnologias e na melhoria dos processos de cuidado. As UTIs fazem
parte de uma instituição certificada pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), desde
2003, e contam com médicos e fisioterapeutas com titulação em Terapia Intensiva Neonatal e
Pediátrica (RQE).
Mais do que indicadores assistenciais, esses números refletem o trabalho diário de equipes
comprometidas em oferecer aos recém-nascidos e às crianças da região uma assistência
especializada, segura e humanizada, independentemente da porta de entrada no sistema de
saúde.


