primeiros meseDurante o Agosto Dourado, campanha de conscientização sobre a importância do aleitamento materno,
especialistas reforçam que o leite materno é o alimento mais completo para os bebês nos primeiros seis
meses de vida. A iniciativa tem como objetivo informar, apoiar e incentivar mães, pais e redes de apoio
sobre os benefícios da amamentação, além de esclarecer dúvidas e orientar sobre os desafios mais
comuns enfrentados nesse período.
Segundo a enfermeira e analista de Promoção da Saúde da Usisaúde, Kátia Andrade, embora seja um ato
natural, a amamentação nem sempre acontece de forma intuitiva. “Dificuldades relacionadas à pega
incorreta do bebê, dores, fissuras nos mamilos, ingurgitamento mamário e inseguranças maternas estão
entre os principais obstáculos enfrentados nos primeiros dias. Além dos aspectos físicos, fatores
emocionais como ansiedade, privação do sono e excesso de opiniões externas também podem interferir
na experiência da mãe”, afirma.
A especialista destaca, ainda, que a dor não deve ser encarada como algo normal durante a
amamentação. Apesar de um leve desconforto poder ocorrer nos primeiros dias, dores intensas,
rachaduras, febre ou vermelhidão nas mamas exigem avaliação profissional. “A pega correta é
fundamental para evitar lesões e garantir que o bebê consiga retirar o leite de forma eficiente. Quando
surgem dificuldades persistentes, o ideal é procurar orientação de profissionais de saúde para evitar
complicações e promover uma experiência mais tranquila para mãe e bebê”, orienta.
Uma das dúvidas mais frequentes apontadas pelas gestantes está relacionada à qualidade do leite
materno. “Muitas mulheres acreditam que o leite é fraco porque o bebê mama várias vezes ao dia, mas
isso é um mito. Os bebês mamam por diferentes motivos, como fome, conforto, sede e necessidade de
contato com a mãe. Os sinais mais confiáveis de que estão recebendo leite suficiente são o ganho
adequado de peso, boa hidratação e desenvolvimento compatível com a idade”, explica Kátia.
Mamar frequentemente é um comportamento normal em muitos bebês, especialmente nas primeiras
semanas de vida. Os sinais mais confiáveis de que o bebê está crescendo e recebendo o leite suficiente
são o ganho de peso adequado; a boa hidratação; urina e fezes diariamente, geralmente mais ou menos
seis fraldas molhadas em 24 horas, nos primeiros dias de vida. Desenvolvimento e disposição compatíveis
com a idade. Portanto, um bebê que mama muitas vezes não é prova de leite fraco. O parâmetro mais
importante é acompanhar o crescimento e a evolução da criança com pediatra.
Outro ponto importante é o combate à desinformação. Entre os mitos mais comuns estão a necessidade
de amamentar o bebê de três em três horas, a crença de que mulheres com seios pequenos produzem
menos leite ou de que é necessário interromper a amamentação após o retorno ao trabalho. De acordo
com a especialista, a recomendação é que a amamentação aconteça em livre demanda, respeitando as
necessidades individuais de cada bebê. Além disso, com planejamento, ordenha e armazenamento
adequados do leite, muitas mulheres conseguem manter o aleitamento mesmo após retomarem suas
atividades profissionais.
Para Kátia Andrade, o apoio da família e da rede de suporte é um dos fatores mais importantes para o
sucesso da amamentação. “A mãe precisa de acolhimento, informação e apoio, não de julgamentos.
Muitas vezes, ajudar significa cuidar da casa, auxiliar nos afazeres diários e oferecer suporte emocional.
Quando a mulher se sente ampa
rada, ela ganha mais confiança para enfrentar os desafios desse
período”, afirma.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomendam o
aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, sem necessidade de água, chás ou outros
complementos. Após esse período, a amamentação deve ser mantida de forma complementar à
alimentação saudável por, pelo menos, dois anos ou mais.
Para as mães que estão passando por esse momento com dúvidas ou inseguranças, Kátia deixa uma
mensagem: “Se eu puder deixar uma mensagem para a mãe que está vivendo a dificuldade da
amamentação, eu diria, respire fundo. Nem toda dificuldade significa que há algo errado com você, com
seu leite ou com seu bebê. Os primeiros dias e semanas podem ser intensos, o corpo está se recuperando
do parto, os hormônios estão mudando, o sono é pouco. Surgem dúvidas a todo momento e muitas vezes
opiniões de todos os lados.
A amamentação também é um aprendizado. Quando sentir que está difícil,
peça ajuda, converse com um profissional. Permita que alguém cuide de você, descanse quando puder.
Seu bebê precisa antes de tudo é de uma mãe acolhida, apoiada e amada. Um dia de cada vez. Uma
mamada de cada vez.
Você e seu bebê estão se conhecendo, aprendendo, construindo. Uma jornada
junto. E isso é um ato enorme de amor”.
Trabalho de orientação com mães fortalece vínculo e segurança nas unidades da Fundação
A Maternidade do Hospital Márcio Cunha conta com uma equipe capacitada para orientar e apoiar as
puérperas durante toda a internação.
As mães recebem acompanhamento da equipe de enfermagem, que
realiza avaliações, orientações sobre técnica correta de amamentação, posicionamento e pega do bebê,
além de suporte individualizado para identificação e manejo das principais dificuldades que podem surgir
nesse período. Sempre que necessário, a equipe presta assistência direta para auxiliar na amamentação,
promovendo maior segurança.
Também são fornecidas orientações relacionadas à manutenção do
aleitamento materno, prevenção e manejo de intercorrências, bem como esclarecimento de dúvidas das
mães e familiares. Antes da alta hospitalar, as mães também recebem orientações para continuidade da
amamentação em casa e sobre a necessidade de procurar acompanhamento profissional caso
apresentem dificuldades após o retorno ao domicílio.
Na Usisaúde, as gestantes contam com o Projeto Gerar, um programa que ajuda os futuros papais e
mamães a terem uma gravidez saudável, acompanhando desde o planejamento até o nascimento do
bebê. O projeto traz dicas e orientações práticas sobre como cuidar da saúde do corpo e das emoções
durante esse período tão especial.s de vida do bebê

