Na luta contra o câncer, histórias de fé, amor e superação mostram que a esperança pode
florescer mesmo nos momentos mais delicados. Na Unidade de Oncologia do Hospital Márcio
Cunha (HMC), uma dessas histórias emocionou pacientes, profissionais de saúde e familiares,
transformando o encerramento de uma etapa do tratamento em uma verdadeira celebração da
vida.
Após meses de tratamento, consultas, exames e sessões de quimioterapia, a paciente Laura
Abrantes viveu um dos momentos mais aguardados de sua jornada: o toque do sino, símbolo que
representa a conclusão de uma importante etapa na luta contra o câncer.
Após realizar sua última consulta, com o Dr. Luciano Viana, antes de tocar o sino, Laura foi
surpreendida por amigos, familiares, vizinhos, companheiras da igreja, profissionais da equipe de
enfermagem e pelos médicos que acompanharam sua trajetória. Flores, balões e abraços
tomaram conta do ambiente, além da música que tornou aquele instante ainda mais especial.
Em um gesto carregado de carinho e fé, os presentes entoaram o louvor “Terra Seca”, do grupo
Fraternidade João Paulo II.
Os versos, “E o meu coração deseja Te encontrar, como a terra seca
anseia pela chuva. Vem me saciar, pois eu descobri, que aqui é o meu lugar…” ecoaram pelos
corredores da unidade e tocaram profundamente todos que acompanhavam a homenagem. Entre
lágrimas, sorrisos e olhares emocionados, a canção se transformou em uma oração de gratidão
pela vida e pela vitória conquistada até ali. “Neste dia eu fui à consulta com a intenção de bater o
sino, pois foquei nisso desde a primeira quimioterapia.

quando sai do consultório e vi tantas
pessoas queridas com quem compartilhei minhas angústias e vitórias, me emocionei demais.
Todos que estavam ali fizeram parte do processo de alguma forma. Senti que encerrei o processo
com chave de ouro”, relembra Laura.
A caminhada, segundo ela, foi marcada não apenas pelo tratamento médico, mas também pelo
acolhimento recebido desde o primeiro dia. “Quando cheguei à Unidade de Oncologia do HMC,
não sabia ao certo o que me esperava. Só pensava que faria tudo o que fosse necessário para
ser curada. Logo nos guichês fui atendida com um olhar de empatia. Na triagem, as profissionais
me receberam com sorriso no rosto e simpatia. O atendimento médico nem se fala. Dr. Luciano
Viana e Dra. Cláudia Cardoso foram sensacionais em acolhimento e escuta. As infusões e a
quimioterapia correram tranquilamente, sempre com o carinho, cuidado, atenção e paciência da
equipe de enfermagem”, conta.
Após o tão esperado toque do sino, a celebração ganhou novos contornos. Em carreata, Laura,
familiares e amigos seguiram até a Capela do bairro Castelo, da Paróquia Sagrado Coração de
Jesus, onde o Santíssimo Sacramento estava exposto para adoração. Diante do altar, o grupo
participou de um momento de oração conduzido pelo padre Ronaldo Tôrre, agradecendo a etapa

vencida e renovando a confiança para os próximos passos do acompanhamento médico. “O tocar
do sino não é apenas um gesto simbólico, mas a proclamação de uma vitória marcada pela
coragem, pela perseverança e pela fé. O fim dessa etapa da quimioterapia evidencia que, mesmo
em meio às dores, aos medos e às incertezas, Deus esteve sempre presente, sustentando e
renovando as forças nos momentos mais difíceis. Que essa mesma alegria, celebrada no toque
do sino, possa alcançar muitas outras pessoas”, celebra padre Ronaldo Tôrre, que também é
capelão do Hospital Márcio Cunha.
Para Laura, o apoio recebido durante todo o processo foi fundamental para enfrentar os desafios
da doença. “Acredito que ações como essa alimentam a alma e nos dão forças para continuar a
caminhada, porque depois do sino vêm os exames de acompanhamento. Comemorar que
vencemos essa etapa das quimios é maravilhoso. Só o paciente oncológico sabe o quanto é difícil
passar por tudo isso e sair vitorioso. Só tenho a agradecer”, exalta a paciente.
Mais do que marcar o fim de um ciclo de tratamento, a história de Laura é um testemunho de que
a cura também passa pelo amor, pela fé, pela acolhida e pela presença daqueles que caminham
ao lado nos momentos mais difíceis.
Hospital Márcio Cunha
Hospital geral de alta complexidade com mais de 60 anos de atuação. Possui 558 leitos e três
unidades, sendo uma unidade exclusiva para o tratamento oncológico.
Atende a uma população
de mais de 1,6 milhão de habitantes de 87 municípios de Minas Gerais e conta com cerca de 500
médicos em 58 especialidades, com prestação de serviços nas áreas de ambulatório, pronto-
socorro, medicina diagnóstica, ensino e pesquisa, terapia intensiva adulta, pediátrica e neonatal,
urgência e emergência, terapia renal substitutiva, alta complexidade cardiovascular, oncologia
adulto e infantil, entre outros.
No último ano, foram cerca de 5.580 partos realizados no HMC,
cerca de 35 mil internações, mais de 17 mil cirurgias, mais de 67 mil sessões de hemodiálise. Na
unidade de oncologia, foram mais de 18 mil sessões de radioterapia e cerca de 33 mil sessões de
quimioterapia.
O HMC foi o primeiro hospital do país a ser acreditado em nível de excelência (ONA III), pela
Organização Nacional de Acreditação (ONA). Além disso, está classificado pela revista norte-
americana Newsweek, por sete anos consecutivos, entre as melhores unidades hospitalares do
Brasil, sendo o 6º em Minas Gerais.



